
A Supply nasceu em 2020, a partir de uma amizade.
Eu e Simone começamos fazendo bolsas de lona e camisetas. Até que, meio sem querer, descobrimos o papel lavável.
Começamos a pesquisar, encontramos empresas fora do Brasil que já trabalhavam com aquele material e resolvemos arriscar. As primeiras peças, nós mesmas costuramos, em uma maquininha doméstica daquelas que a gente tem em casa — e que, até hoje, ainda usamos para fazer muitos dos nossos testes.
Experimentamos formatos, inventamos possibilidades e usamos as cordas para dar cor às peças.
Bonito, versátil, resistente, lavável e ainda por cima vegano, o papel era diferente de tudo o que a gente via por aí. Produzido na Alemanha a partir da polpa de celulose, ele tem certificações FSC e OEKO-TEX e uma aparência que lembra o couro. Com o uso, ganha novas formas e texturas, fazendo com que cada peça carregue também um pouco da história de quem a escolheu.
Aos poucos, o que começou como uma experiência se tornou a principal matéria-prima da Supply.
Em 2024, nossa sociedade chegou ao fim. A amizade, não. Simone continua por perto e, vez ou outra, ainda aparece para ajudar. Eu decidi seguir à frente da Supply, criando e desenvolvendo cada nova peça.
As peças da Supply são produzidas uma a uma, no Brasil num processo artesanal com muito cuidado. Feitas para durar, carregar a vida e fugir do lugar-comum.
Funcionalidade é importante. Mas um pouco de cor, humor e personalidade são esenciais.

Quem sou eu

Minha trajetória nunca foi exatamente uma linha reta.
Sou a Dani, pedagoga formada pela USP, uma pós em RH o outra em Crianças de 0 a 3 anos. Comecei trabalhando em uma clínica de psicopedagogia e, aos 28 anos, realizei o sonho de ter minha própria escola. Mais tarde, experimentei o mundo corporativo: fiz um MBA em Recursos Humanos e, durante 12 anos, trabalhei como executiva em empresas como Arthur Andersen, Deloitte e Itaú Unibanco.
Com a chegada da Olivia, da Alice e do João, voltei a me aproximar da educação e da arte. Idealizei a Bacuri, uma produtora cultural voltada ao público infantil, que estreou em 2016 trazendo ao Brasil, diretamente do Centre Pompidou de Paris, a exposição Frida e Eu.
Os trabalhos manuais sempre estiveram presentes em todos esses caminhos. Amo experimentar materiais, pintar, fazer aquarela, aprender novas técnicas e descobrir o que pode nascer de uma ideia que surge meio do nada.
Com a Supply, o que nasceu de uma amizade, de muita curiosidade e de uma pequena máquina de costura acabou reunindo um pouco de tudo o que veio antes — educação, gestão, arte, criação e vontade de fazer diferente.
Hoje estou à frente da criação e do desenvolvimento dos produtos da Supply. Pensando formatos, testando materiais, escolhendo cores e acompanhando as ideias até que elas se transformem em objetos úteis, autorais e cheios de personalidade.
Pensando aqui enquanto escrevo, a minha trajetória parece feita de caminhos muito diferentes. Mas acho que eles sempre estiveram levando ao mesmo lugar.
Além da Supply, sou mãe de três jovens adultos.
Na minha adolescência, já me arriscava na máquina de costura e cheguei a fazer algumas nécessaires para vender. Tenho algumas delas até hoje. Já adulta, fiz muito patchwork, cartonagem, caligrafia, fotografia, de tudo um pouco.
Também fiz hipismo durante praticamente a vida inteira. Meu cavalo, meu amor, era o Chemin de Fer, Chemin para os íntimos.
Atualmente, minha grande paixão é a corrida. Já completei cinco maratonas e estou me preparando para a sexta. Também pratico yoga e faço fortalecimento — aparentemente, gosto de ocupar o tempo livre me cansando.
Nos finais de semana, adoro estar na praia. Quando não é possível, gosto de sair para descobrir lugares em São Paulo.
Não faço quase nada sem música ou um bom podcast. Se estou no ateliê, naquela tarefa quase terapêutica de dar muitos nós em muitas bolsas, certamente estou ouvindo alguma coisa. Minha playlist é composta principalmente por samba e música brasileira. É assim também que gosto de comemorar meu aniversário, todos os anos, em agosto: com muito samba e pagode.
Mais recentemente, virei, assim como a minha avó, a “velha das plantas”. Ela tinha uma varanda tão repleta que mal se conseguia andar por ali. Ainda estou aprendendo a cuidar das minhas, mas chego lá. Enquanto isso, continuo incapaz de recusar uma mudinha ou de deixar de comprar uma nova planta até no supermercado.
A arte sempre ocupou um espaço importante na minha vida. Também já tive uma empresa que realizava visitas guiadas com crianças e aprendi muito sobre arte com minha sócia daquela época.
Tenho tentado me desconectar um pouco dessa loucura toda que a gente vive, e esse também é o propósito da Supply: fazer cada coisa a seu tempo. Acho que tenho conseguido, já que minha média de livros lidos por mês aumentou significativamente, com o incentivo de amigas leitoras como eu.
Amigas que são muito importantes na minha vida e que vocês vão ver de vez em quando por aqui. São minhas modelos preferidas! A Supply também tem me dado algumas novas e preciosas amizades.
E só por isso, já vale muito a pena. E se teve paciência de ler até aqui, bem-vinda!
A Supply cria bolsas e acessórios autorais em papel lavável: peças versáteis, resistentes e cheias de personalidade, aliando design e funcionalidade. Criadas e produzidas totalmente no Brasil.